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 João António Fernandes Alves

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"BAMOS"

 

 

                                 Ao encontro do desconhecidoBamosBlog


Ao encontro do desconhecido
Quis voltar e só fiquei
Só fiquei meio perdido
Bem no ponto em que comecei
Comecei sem acabar
E acabei sem começar
Acabei quando voltei
Para o que antes comecei
Comecei para encontrar
O que me levasse a acabar
Acabando por encontrar
O que me levou a começar
Sem resposta muito intrigo
Só fiquei meio perdido
Bem no ponto em que o conhecido
Passa a ser desconhecido
Ao encontre dele fui
Nele fiquei e não voltei
Como um rio é, quando flúi
É o que sou quando comecei
Ao encontro dele fui
Quis voltar e não voltei
Porque por fim encontrei
Tudo o que procurei


Que se diga muita coisa
Que se fale tudo o resto
Por muita coisa que reste
Nunca se diz falando
Qualquer coisa que se deteste
Ou melhor fala-se dizendo
Tudo aquilo que se detesta
Fala-se por falar
Fala-se sem pensar
Mas não se fala tudo que resta
Diz-se por dizer
Diz-se por prazer
Mas não se diz muita coisa
Que se devia dizer


Diz-se sem saber, por não saber o que dizer

Fala-se por se saber, não pensando para o fazer




Paragem que começa a movimentar-se
Movimento que para a todo o momento
Sentimento que se sente
Algo que ultrapassa a mente
Atrasa-se ao adiantar-se
E adianta-se ao atrasar-se
Sente-se em qualquer movimento
Para a todo o momento
Quando se possui exclui-se
Quando se despreza inclui-se
Ex-incluida passa a ser
Quando excluída voltar a ser
E só depois de muito inverter
Inexcluida irá permanecer


Movimentar-se liberalmente, obriga a uma paragem automaticamente
Pois só uma paragem obrigatória, origina um movimento liberal


Qualquer verdade que seja dita é considerada uma atitude reaccionária
Pois o poder vem-se baseando em mentiras


Proceder sem retroceder, para o novo aprender, e de preferência fazer


O que se faz por não querer fazer
O que se deve por não querer dever
O que se diz por não querer dizer
O que se deixa por não querer deixar
O que se ganha por não querer ganhar
O que se pode por não querer poder
Leva-nos ao poder de ganhar uma deixa que diz o que se deve fazer.


Num planeta coordenado matematicamente pela humanidade
Não há matemático que coordene humanamente a comunidade.
Por tais e tão adversos factos quem legisla deveria ser super legislado

Tenho que lamentar, ao informar, para os que lerem, que a leitura da escrita impressa, é feita para que não pensem.








Desiste-se aparentemente
Do que não foi começado convenientemente
Do principio teatral
Fantoxadamente manipulado
Que acaba por ser mortal
Mesmo antes de ter começado
Fastidiosa torna-se a peça
Que independentemente do tempo
Demorado, mal aproveitado, e
Pior representado, o herói
Dessa, ao representar o palhaço
Faz o realizador chorar o fracasso
Num palco onde as tábuas desconfiam
Do suporte base e quiçá da sua
Própria constituição,
Poderá a peça começar sem uma previa confirmação?
Feliz é o palhaço que ao pisar o novo velho palco
Não desconfia, porque depois da verificação
O mundo dos interesses teatrais
Abre mão da desconfiança, joga directamente porque
Confia
E só depois tudo se inicia.


Quem com rodeio pensa que propõe, quer um fim e não tem meios
Quem propõe sem rodeios, chega ao fim, com vários meios


Por mais falso que seja o directo
É o modo de iniciar
O que se acha mais correcto
Vindo geralmente a resultar
O falso em que podemos confiar


O objectivo tem que ser abordado directamente
Pois caso contrário, nunca chega a ser da gente


Na tentativa de criação de poderes já instituídos, pode conseguir-se a destruição de poderes já criados

O posicionamento seguro da insegurança é estar ao lado da confiança, mas não por de lado a desconfiança.

Encontro a minha liberdade limitada pelo bom senso, apenas e nunca, pelo começo da dos outros. Acordo para ser livre quando discordo do proibido e concordo com o meu senso, quando para este o permitido, deveria estar limitado, a ser feliz.
 

João Alves

Hoje mais que nunca se pode dizer



Quando das proibições fizermos limites ultrapassáveis pelo bom senso
O poder tomará posições limitadas mas não ultrapassáveis pelas proibições

Livre é o proibido que se proíbe de proibir as suas limitações, de acordo com as suas sensações

A nossa força ao ser criada
Terá passado a formação
Depois de ter sido iniciada
Concretiza e objectiva a razão

Sensorialmente depende
Primeiro das nossas posições
Segundo e finalmente
Não desprezando outras opiniões

Alterem a disposição da vida. Dispondo-a por ordem,
Ordenando os desordenados e desordenando os ordenadores.

Aparentemente unidos, e talvez dispensando o principio
Pela mesma força que nos leva a luta constante
Para a satisfação pessoal e social, num acto de bom senso e muito sensorial
A divisão é uma constante e torna-se um mal,
Se mal orientada, compreendida e disfarçada for.

Se para a cura da doença for a luta
Comum, para que as divisões?? Se elas
São a doença, para a qual se formaram
Uniões!!

Ao possível entendimento
Contigo cheguei ao fim
Quando por ele cheguei mais perto
Quando por ele e só por ele
Me senti propriamente em mim
Entendido e compreendido
O impossível torna-se possível
Luta-se e consegue-se
Medidas para o temível
O qual chega a perder-se
No términos do impossível
No mesmo e preciso momento
Que o mesmo se torna possível
E a luta interminável
Termina, determina-se e clarifica-se
Até ao momento em que o criado
Entendimento, desmorona-se
Ao possível desentendimento

Para se vencer
Perde-se com quem temos que perder
E empata-se com a
Quem se devia ganhar

Ao invés do que amanhã
Aparecer
Seria por ventura o que
Deveria acontecer
Se não, não o porquê
Mas sei que o que suceder
Habituado está
E por isso não fará sofrer
Não dizendo mesmo que
O que deveria acontecer
Não se inverta
Para por cá aparecer


Quando não és
Que fazer se pensam que podes
Ser aquilo que realmente
És?
Porque se fosses aquilo
Que não és
Serias realmente aquilo
Onde não pões os pés
Mesmo que não sejas
Credível serás e deves ser
O que realmente és
E não o que deves parecer
Porque a vitória do parecer
Está no ser realmente
Embora não pareça
Quando realmente és

Subirás
Entre actores e também
Inovadores
Actor quando houver
Inovadores
Serás inovador
Quando tiveres
Actores
Inconscientemente terás
Inovação quando
Realmente não
Compreenderes a situação
Na mesma estarás
A teu favor
Quando credivelmente
Encontrares um
Actor
E na felicidade
Regressarás

Apesar do sentimento
Sentindo o que se sente
Partindo para quem tente
Chegando ao contentamento

Ter-se-ão dificuldades
Ao nível sensorial
Iniciando novo social
Acabando as sociedades

Que superadas serão
Com sentimento individual
Objectivando a separação
E concretizando o paradoxal

Apesar do sentimento
Ter-se-ão dificuldades
Que superadas serão
Sentindo o que se sente
Ao nível sensorial
Com sentimento individual
Partindo para quem tente
Iniciando novo social
Objectivando a separação
Chegando ao contentamento
Acabando as sociedades
E concretizando o paradoxal


Circunstâncias
Altamente conflituosas
Para conflitos
Altamente circunstanciais
Reter os gritos
Para não confundir mais
E com artes manhosas
Partir para outras estâncias
O mais recta possíveis
Nunca circulares e
Muito menos flexíveis
À chamada para conflituares e
Para entenderes o que não
Queres e queiras o que não entendes
Para que entres dentro delas
Um grito de entendimento
É muito compreensível
Mas entras para
Das que o são, e instituídas
E para ti – Prescindível

Porque os anos são instituídos
Sempre os aniversariantes
Serão destituídos
Da sua própria instituição, de
O mais pobre dos homens
Mas de riqueza instituída
Por si e para si
Que é a sua vida
De todas a principal
Primará por ser querida
Acabará por ser final
Por de nenhuma compreendida
Até ser destituída
Voltará para ficar?
E será instituída!
Por todas compreendida
Será a principal
Acabará muito querida
De todas as secundárias
Até um dia, pertenças da vida
Da sua e se para outros
De riqueza instituída
Pelo mais pobre dos homens possuída
Por sua própria destituição
Serão instituídos
Sempre os aniversariantes
Porque os anos serão destituídos

Aliciantes melhoras sociais
Aparecem por de quem pode mais
Tentando manipular ideais
Visando melhoras aos aliciadores individuais

Um principio principiado por um
Outros libertados por esse libertando outros
Que possam fazer sentir que todos podem, que
Todos acabem sentindo começar todos

Pensar, pensar, pensar.....
Por vezes sem saber em quê
Mas por muito que tentes
Não deixes de o tentar
E por muito que queiras
Nunca o queiras deixar
Derivando quiçá
Do sabe-se lá
Sem comparação com, e
Porque muito lhe ficava
A dever, a, perfeição
Intercalando harmoniosamente
Vida e morte
Do seu componente
Objectivando com sorte
A vitalidade evolucionante

Adivinha-se o futuro, quando imaginação juntamos ao diário e a este igualarmos o passado

Sempre tentei
Que o superior se
Encontrasse na qualidade
Mais inferior
E que junto comungasse
A inferioridade
De ser superior, que
Se encontrasse
Na sua maior qualidade
Sozinho
Nunca repeli

Esperar o que se procura
Para procurar o que se espera
Encontrando o esperado
Desesperando o procurado

Indubitavelmente
Considera-se o inédito
Produto do desconhecido
Duvidando sempre
Do conhecido
Considerando-o de impossível
Inovação

Inocência na base do poder
Mantida por intermédio do saber
Certa acabando sempre por ser
Porque se deveria ser o parecer

Hoje mais que nunca se pode dizer
As certezas estão a desaparecer
São inocentes os que não querem ver

Mantenha-se a inocência segura, porque hoje mais do que nunca as certezas são inocentes!!
 

João Alves

 

 

João António Fernandes Alves.
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Última revisão:27 de Novembro de 2004, 21:31:02, TMG+-0000.0 1 3 4 5 6 7 8 9   

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